quinta-feira, 30 de junho de 2011

Os dados que realmente interessam estão fora da sua empresa

Tá bom, eu admito: não são TODOS os dados que interessam que estão fora da sua empresa, mas grande parte. O pior é que uma grande parte desses dados de fora da sua empresa - e por tanto fora do seu controle - não são estruturados.

Me explico. Quando sua empresa faz uma campanha de marketing para reforçar o conhecimento da marca, por exemplo, como você mede o resultado dessa campanha? A primeira parte - os custos - são relativamente fáceis de se medir uma vez que, geralmente, os dados estão no ERP. O problema de verdade é: como medir a reação do público à campanha? Como saber se o público alvo foi atingido? Durante anos, a resposta, a medida dessas campanhas foi feita com base em pesquisas de satisfação ou simplesmente ignoradas. Já tocamos nesse asssunto aqui no artigo: Novos tempos: novos problemas e novas soluções.

O exemplo acima é apenas um de centenas que poderiam ser dados. Outro problemas comum é que, ao definir um KPI (alinhado com um objetivo estratégico, com a estratégia da empresa), sempre fica a pergunta: como está o desempenho dos meus concorrentes neste mesmo KPI? Infelizmente, essa informação não estava disponível.

A SAP, no entanto, promete mudar essa situação com um novo serviço chamado SAP Value Engineering. Para quem se interessar, tem um artigo bem interessante no TI INSIDE aqui. Em resumo, o serviço promete um benchmark para empresas em seus setores com comparações globais e locais. Eu acho essa uma ótima iniciativa, cabe a nós observar como esse serviço evolui e se outros grandes players do mercado embarcam nessa onda.

Grande abraço,

terça-feira, 21 de junho de 2011

Artigo dessa semana

Pessoal,

Como essa semana é curta e o feriado cai exatamente na quinta-feira, dia de publicar o texto, resolvemos deixar o texto dessa semana para a próxima, porque ia ser muito corrido para mandar para revisão.

Grande abraço e aproveitem o feriado!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Estado brasileiro já abriu os olhos, e a sua empresa?

Quando falamos de BI e, especialmente quando falamos de DW (Data Warehouse), o conceito básico diz que o DW é um repositório de informações variadas, otimizadas para consulta e para o armazenamento de informações históricas (igual ou superior a 10 anos, por exemplo).

Aparentemente, apesar de várias multinacionais ainda tropeçarem nesse conceito básico de um repositório único de informações, o famoso EDW - Enterprise Data Warehouse, o Estado brasileiro - ou pelo menos o fisco - já entendeu os benefícios dessa belezinha e caminha a passos largos para chegar lá. Como? Simples, você já ouviu falar de SPEDs e EFDs? Tem um artigo bem bacana na TI INSIDE sobre a evolução das obrigações legais informatizadas que pode ser lido clicando aqui.

Sem demérito ao FISCO, mas a ideia deles não tem nada de original. Eles estão basicamente padronizando e cruzando diversas obrigações com alguns efeitos claros:

  1. forçar as empresas a cuidarem melhor de suas bases de dados, evitando erros na transmissão,
  2. inibindo transações ilegais ou suspeitas, já que a verificação das informações é massiva e não mais por amostragem,
  3. realizando ações pontuais e agindo nas exceções.
Em resumo, apesar da ideia pouco original a abordagem é perfeita e pode servir de exemplo para diversas empresas Brasil a fora.

A pergunta que fica é: quais são as possibilidades? Eu arriscaria dizer que se o Estado estiver disposto a seguir com essa abordagem até o fim: informatizar toda a transmissão de obrigações, armazenar e criar rotinas eficientes para cruzar as informações das diversas empresas: o céu é o limite e os "maus" empresários que se cuidem.

São conceitos de BI em prol de um Brasil sem "jeitinho"!

Grande abraço,

quinta-feira, 9 de junho de 2011

É possível fazer BI com Excel - discussão

Algum tempo atrás publicamos aqui no site o artigo É possível fazer BI com MS-Excel?. Graças a um de nossos leitores, o Geovanni Barros esse artigo foi o ponto inicial de uma discussão bem bacana no LinkedIn, vale a pena conferir clicando aqui.

Grande abraço,

SAP-Hana e BO 4.0 uma espiadela

Na semana passada a SAP Brasil organizou um Webinar com o título: Transforme dados em insights com a Tecnologia In-Memory SAP HANA. A gravação da palestra pode ser acessada clicando aqui e se você estiver interessado apenas nos slides, pode encontrá-los clicando aqui.

É verdade que o Webinar focou mais em mostrar a mudança de paradigmas trazidos com o HANA e as inovações tecnológicas (já exploradas neste Blog no artigo: A nova solução para seus problemas: HANA (?)) bem como alguns exemplos de reduções que beiram o milagre no que se refere a tempo de resposta (tema também já abordado extensamente no SAPHIRE NOW 2011 e comentado aqui em Uma espiadela no futuro do mundo SAP: SAPHIRE NOW).

Mas o Webinar não foi apenas mais do mesmo. A última parte mostrou um pouco da nova versão do suite de ferramentas BO, o BI 4.0 e está claro que boas mudanças vêm por aí. Dentre as mudanças que mais me chamaram a atenção estão:
  • acesso da maiorias das ferramentas diretamente aos infoproviders do BW;
  • aplicações analíticas para redes sociais (tema que já havíamos abordado aqui em: Novos tempos: novos problemas e novas soluções);
  • melhor integração com a ferramenta de CRM da SAP;
  • o anúncio do "Embedded Analysis" que vai disponibilizar no ECC ou CRM relatórios analíticos em tempo real;
  • melhoria nas capacidades de mobilidade (em parte vindas da SYBASE);
  • Navegação em hierarquias "standard" no WEBI;
  • Melhorias significativas em performance quando comparadas a versão 3.5 por mudar o método de acesso;
  • Possibilidade de se criar universos com base em diversas fontes de dados.
Eu ainda não coloquei a mão em um BI/BO 4.0 ligado a um BW 7.3. Mas assim que colocar minhas mãos numa belezinha dessas, eu conto para vocês.

Grande abraço,

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Only because you have the tool does not mean you have to use it

Versão em português aqui.

The phrase that serves as title to this article was told in its original already in English like this: "only because you have the tool does not mean you have to use it" by Kelli Such, at SAPPHIRE NOW this year and then freely translated by me (in the Portuguese version on this article). 



Dilbert.com 

Kelli Such is Director of Business Intelligence at Kraft Foods in Chicago, United States. And until I watch the SAPPHIRE NOW session entitled: Building Tomorrow's Enterprise Solutions from SAP with BI, I did not know her.

Actually, to see the entire session, simply visit the event website (http://www.sapphirenow.com), register for free and search by the title: Building Tomorrow's Enterprise Solutions from SAP with BI.
Since then, what changed was simple: I became Kellii's fan. Of course, not only for this sentence. But by the context, by her courage and force behind this phrase. In the midst of the biggest event organized by SAP worldwide, Kelli - under the watchful eyes of the biggest giants in the business world of "tools", shared with us this "pearl". 

The beauty of the concept is the indisputable truth of the statement together with the obviousness of it. As a rough analogy, I could say one has a hammer at home and does not need to use it. I'm pretty sure that in my colleagues circle that statement would cause, without a doubt, a hiatus in the conversation.

The unfolding of the assertion in the field of Business Intelligence and IT in general is enormous. We have been seem that BI solutions market clearly go for the plurality of tools, it is normal and natural: planning tools, reports, dashboards, consolidation, etc.. And in general, all these tools come entagleded together in a "suite" or in a package. 


The idea of ​​packing tools is in principle great. It gives to the customer the possibility to do things that he/she did not foresee or did not know that could be made. But we must avoid the dictatorship of the technology. Decisions about whether to use a tool should ALWAYS be connected directly to a business need or opportunity. 


It is clear that IT, and especially BI professionals, can and should suggest uses not yet considered by our colleagues in other areas (whatever they are: finance, human resources, marketing, production, etc.). But these suggestions MUST be related to a business need or opportunity, otherwise they are pointless.  


If someone disagrees, I have a suggestion: just go home and use the hammer.
   
Huges,

Só porque você tem a ferramenta, não quer dizer que tenha que usá-la

English version here

A frase que serve de título a esse artigo foi dita em seu original em inglês: "only because you have the tool does not mean you have to use it" por Kelli Such, no SAPPHIRE NOW deste ano e depois livremente traduzida por mim.
Dilbert.com
A Kelli Such é Diretora de Business Intelligence na Kraft Foods em Chicago, Estados Unidos. E até assistir a palestra dela no SAPPHIRE NOW entitulada: Building Tomorrow’s Enterprise with BI Solutions from SAP, eu não a conhecia.

Aliás, para ver a sessão, basta acessar o site do evento (http://www.sapphirenow.com), se registrar gratuitamente e buscar pelo título: Building Tomorrow’s Enterprise with BI Solutions from SAP.

De lá para cá, o que mudou foi simples: eu me tornei fã da Kelli. Claro, não apenas por essa frase. Pelo contexto, pela coragem e pela força por trás dessa frase. No meio do maior evento organizado pela SAP no mundo, a Kelli - sob o olhar atento das maiores gigantes do mundo no ramo de "ferramentas", soltou essa pérola.

A beleza do conceito proposto é a verdade indiscutível da afirmação aliada a obviedade da mesma. Numa analogia grosseira, eu poderia dizer: tenho um martelo em casa e não preciso usar ele. Tenho certeza que em uma roda com meus amigos essa afirmação causaria, sem sombras de dúvida, um hiato na conversa.

O desdobramento da afirmação no ramo de Business Intelligence e em TI de modo geral é enorme. As soluções de BI de mercado caminham claramente para a pluraridade de ferramentas, é normal: ferramentas de planejamento, relatorios, Dashboards, consolidação, etc. E em geral, todas essas ferramentas vêm empacotadas em uma suite, num pacote.
A idéia do pacote é ótima, da ao cliente a POSSIBILIDADE de fazer coisas que ele não previa ou não sabia que poderiam ser feitas. Mas é preciso evitar a ditadura da tecnologia. As decisões sobre a utilização ou não de uma ferramenta devem SEMPRE estar ligadas diretamente a uma necessidade ou oportunidade de negócio.
Claro está que IT, e principalmente os profissionais de BI, podem e devem sugerir utilizações ainda não consideradas por nossos parceiros de outras áreas (sejam elas quais forem: finanças, recursos humanos, marketing, produção, etc). Mas essas sugestões, DEVEM estar ligadas a uma oportunidade ou necessidade de negócio.
Se alguém discordar, eu tenho uma sugestão: ao chegar em casa, use o martelo.

Grande abraço,

quarta-feira, 1 de junho de 2011